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As maiores evoluções acontecem nas adversidades, fora da zona de conforto

Os aprendizados mais significativos vêm com as adversidades. Durante anos, venho dizendo aos empreendedores: aproveite as crises para aprender, elas são uma oportunidade única para transformar seu modelo de negócio. Confirmei esse pensamento na prática ao lidar com empreendedores que passaram com sucesso pela crise de 2015. E houve um comportamento comum entre eles: todos saíram da zona de conforto. Com a pandemia, observa-se um contexto parecido.

Gostamos da ideia de segurança e controle. Por isso, estar na zona de conforto parece ótimo. Isso acontece também nas empresas. Como nós, elas são organismos vivos e refletem em sua cultura os comportamentos e crenças das pessoas que as compõem. Afinal, o CNPJ é um conjunto de CPFs. Então, quando tudo vai bem e dominamos o mercado, tendemos a relaxar. E quando as coisas começam a ruir, buscamos a mudança. De modo geral, o comportamento é reativo, não proativo.

O perigo mora aí, empresas não podem se acomodar. Uma vez que posições competitivas duram bem menos do que há 20 anos. Falta de agilidade na mudança significa redução da expectativa de vida do negócio. “É preciso toda a velocidade que você tiver para permanecer no mesmo lugar. Se quiser ir além, terá de correr no mínimo duas vezes mais rápido.” A zona de conforto leva à estagnação e, em seguida, ao esquecimento. Enquanto isso, os concorrentes não param de inovar e o comportamento dos clientes muda o tempo todo. Quando percebemos, estamos atrasados na corrida pela fidelidade.

Estar na zona de conforto é sinal de alerta. Em algum momento, as coisas começam a ir mal. A Blockbuster já foi principal rede de locadoras de filmes e games do mundo e chegou a ter mais de 9 mil lojas. Mas, os clientes pararam de sair de casa para alugar filmes e serviços de streaming ganharam espaço. A empresa manteve seu modelo de negócios estático e adivinhem? Desapareceu. Em 2013, antes de fechar sua última loja, a Blockbuster teve oportunidade de comprar a Netflix, mas não o fez. Irônico né?

Portanto, quando perceber que seu negócio está “confortável”, faça ele se movimentar. Como? Uma das estratégias é inovar, testar ideias e criar uma cultura de diversidade. As empresas que inovam crescem mais. O primeiro passo é mudar a mentalidade das lideranças, parar de repetir padrões e começar a criar, incentivar a inovação e mudar os traços culturais. Levar a empresa à outra zona, do aprendizado. A mudança é um processo que começa pelo exemplo, nos líderes. Trace objetivos, converse com seus colaboradores, clientes e observe os concorrentes para coletar ideias, implemente-as e aprenda com os resultados. Reinicie o ciclo e gerencie tudo como um processo. A única constante nos negócios é a mudança.

 

Gustavo Terra – consultor especialista em gestão e inovação

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