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Volta de empresas deve privilegiar sistema híbrido

Divulgada na segunda, pesquisa feita em junho com mais de 700 líderes de empresas brasileiras, de 11 setores, aponta que mais da metade (56%) já definiu o retorno dos colaboradores às atividades presenciais para entre agosto e dezembro, em razão de uma esperada redução nos números da Covid-19.

Feito pela multinacional KPMG, o estudo mostra ainda que o período de setembro até o fim do ano é o que concentra a maior parte das previsões de retomada (35%). Outras 21% retornam em agosto e 10%, somente em 2021.

O estudo indica também que o trabalho remoto manteve (50%) ou até melhorou (20%) a produtividade nas organizações. Isso justifica o fato de que ao menos metade delas já tenha decidido que, ao voltar, utilizará um sistema híbrido de trabalho. “O levantamento mostra que houve uma boa adaptação ao home office, o que não era uma realidade dos trabalhadores brasileiros”, afirma Roberto Gomez, da KPMG no Brasil;

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está certamente entre as grandes empresas que, ao menos nos setores administrativo e de apoio, pretende retomar atividades presenciais em etapas, ainda sem datas, e manter parcialmente o teletrabalho.

Consultada sobre o home office em Minas, a estatal respondeu, por nota, que “em torno de 1.800 colaboradores próprios continuam realizando suas atividades nessa modalidade, espalhados pelo Estado”. E acrescentou: “Um plano de retorno está em andamento e prevê a retomada do trabalho presencial em ondas, permanecendo com o home office como uma prática da gestão de pessoas”.

Também no segmento de Tecnologia da Informação (TI), a tendência, segundo o vice-presidente da associação mineira das empresas do setor (Assespro-MG), Fernando Santos, é de adoção do modelo híbrido. “Mas, para a maior parte delas, o retorno só deve acontecer em 2021”.

Há, porém, empresas em que o home office ficou para trás. É o caso da Viabile Arquitetura e Engenharia, de BH, que retomou as atividades presenciais dos oito colaboradores ainda no mês passado.

“A gente achou que o home office já não estava trazendo resultados. Como estamos com projetos curtos e demandas mais urgentes, precisávamos de atuação mais colaborativa e troca mais rápida de informações entre os funcionários”, diz a arquiteta Fernanda Basques. Ela garante, contudo, que medidas de segurança são seguidas à risca, como uso obrigatório de máscaras e constante higienização.

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