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26 de maio de 2026O benefício do associativismo em tecnologia: experiências no contexto mineiro
George Leal Jamil[1]
Informações em Rede Consultoria e Treinamento Ltda
Introdução
A formação de entidades representativas das várias comunidades em setores de base ou de fundamento em tecnologia é essencial para o desenvolvimento dos negócios, do aprendizado e do desenvolvimento do conhecimento. Ao lado de entidades patronais, sindicatos, federações, ONGs e outras organizações, as associações voluntárias e participativas congregam uma perspectiva de geração de conhecimento que não deve ser relegada a segundo plano.
Nestas entidades, transcorre o contato empresarial, a fluidez de aproximação com o meio científico e mesmo a participação de indivíduos, caracterizados como pessoas, cidadãos isolados ou constituintes de seus estabelecimentos individuais, como prescrito pela legislação do momento. No ambiente mais informal, os relacionamentos apoiam o desenvolvimento das entidades de caráter formal, auxiliam na evolução do associativismo dos pequenos e médios empreendedores, permitem várias formas diversas de comunicação entre parceiros e, de forma inigualável, propiciam a formação das redes – o networking – que poderá evoluir em outras instâncias, formando parcerias e relacionamentos essenciais para a afirmação de um mercado.
Aqui narro as experiências de atuação no associativismo mineiro, onde, por algumas décadas, tive oportunidade de atuar em instituições como a Sucesu-MG, a Assespro-MG, Federação das Indústrias de MG e Fumsoft, além de relacionar com outras instituições em trabalhos setorizados ligados, principalmente à tecnologia da informação.
Inevitavelmente, o texto reflete algo de memórias, afinal, não foi um evento isolado, mas um trabalho constante. Entretanto, é sempre importante chamar a atenção do nosso leitor para o fato que tais esforços, principalmente tomando por base os bons resultados obtidos, não identifique apenas um trabalho isolado do autor, de uma “liderança” pontual, nada disso. Há aqui o trabalho de equipes, de indivíduos que, em caráter idêntico ao meu, se dispuseram a levar adiante nossas iniciativas, com o intuito de desenvolvimento do mercado, do aprendizado e consciência tecnológica.
Um ponto de início – a percepção setorial
Adoto como referência básica o mês de agosto do ano de 1988, quando, dado o interesse comum de meu trabalho profissional, estudos que fazia autonomamente, incluindo as frequentes visitas à escritórios de revendas e potenciais clientes e a oportunidade oferecida pela diretoria da Sucesu-MG, realizei um evento chamado, genericamente, de “Reunião do Grupo de Interesse em Computação Gráfica”. Atuava, no momento, como analista de sistemas da Cemig e, ao dialogar com a Vice-Presidente da Sucesu-MG, Ângela de Alvarenga Batista Barros, ela me fez o convite para executarmos o evento.
Este marco caracterizou-se pela primeira perda de controle de público que encarei. Não nos preocupamos com a lotação do auditório de uma faculdade, que nos foi cedido pela manhã de um dia útil, completamente abarrotado de interessados. Felizmente, havia previsto uma boa agenda: Palestrantes com imagens capturadas em acetato de transparências e falando direto em microfones. Nada de Power Point, projetores conectados a computadores. Retroprojetores, um quadro e boa exposição. Os diretores da Sucesu-MG que compareceram ao evento chegaram mesmo a se assustar com a afluência, ali nascia o interesse num tema que foi fundamental em minha atuação contínua por dezesseis anos na entidade, ocupando vários cargos, mas mantendo sempre os Grupos de Usuários e Grupos de Interesse.
Esta divisão veio da consulta à outras instituições, onde verifiquei, e este pode ser um bom princípio, que alguns grupos de associados e interessados se reuniam em torno de marcas fortes, os “usuários” e outros em torno de temas, os “interessados”. Nenhum obstáculo, muito antes pelo contrário, que associados e interessados participassem livremente das duas instâncias, bem como, numa decisão altruística ao mercado, mantivemos os eventos abertos a todos os que desejassem comparecer, reservando algumas vagas prioritárias aos nossos associados. Fui, após algumas realizações, chamado a integrar a chapa da direção da Sucesu-MG como Diretor Adjunto, posição que mantive por alguns anos.
Os GIs e GUs tornaram-se uma porta efetiva de contatos entre os potenciais e já associados. Experimentamos a flexibilidade de uma porta aberta, apresentando personagens tão momentaneamente distantes, como alunos em início de graduação de uma faculdade do interior a um bem-sucedido empresário, também jovem, do setor de educação. Diga-se, tiveram uma sociedade num futuro empreendimento que durou anos e, creio, deu ótimos resultados para o mercado e, claro, para os empresários. Ali também estiveram grupos de usuários de marca que precisavam estreitar o relacionamento com empresas de grande porte, sem uma sede estruturada em MG naquela oportunidade, especialistas em temas ainda em desenvolvimento – como a própria computação gráfica – a revendedores e futuros clientes, educadores com interesse em promover o ensino de tecnologia em graus variados, entre muitos outros.
Neste ponto de partida, alguns princípios que orientaram as atuações subsequentes: ter uma instituição sempre aberta a participação de associados já inscritos ou em potencial, a abertura em analisar propostas que integrem o mercado, dando voz aos participantes, não ecoar princípios limitadores de outras esferas (como exigências de certificados, titulações, etc.) na promoção dos contatos e, finalmente, manter uma atuação próxima das necessidades reais da comunidade e saber despertar novos interesses, numa liderança de mercado.
Uma visão do desenvolvimento do associativismo mineiro: experiências que valem
Alcançamos, após dois anos de trabalho, uma meta relativamente impressionante: tínhamos mais de vinte grupos no total, somando-se os grupos de interesse e de usuários. Dentre os de usuários, tínhamos marcas muito fortes, como IBM, Unisys, Oracle, Autodesk, Cobra, Medidata, Sisco (sim, com “S”, fabricante nacional de computadores de médio porte à época), entre outros. Nos de interesse, persistia o de computação gráfica, ao lado dos de bancos de dados (precursor dos contextos de “ciência de dados” atuais), Unix (sim, pois era muito abrangente para ser considerado um grupo de marca), Segurança de comunicações, Redes locais e Geoprocessamento, também não incluindo todos.
Neste desenrolar, um outro nome deve obrigatoriamente ser citado, o do consultor, professor e empreendedor Cláudio Andrade Rêgo, a quem convidei para ser meu assessor e consultor direto, que contribuiu de forma inequívoca para o sucesso das iniciativas. Cada grupo era coordenado por um profissional da área, da marca ou do interesse no tema, geralmente constituindo uma equipe pelo seu convite, envolvendo participantes de várias esferas atentos aos temas centrais. Num determinado momento, chegamos a ter quase oitenta pessoas atuando conosco. A infraestrutura ainda incipiente da Sucesu-MG demandava-nos iniciativas pessoais de contatos, comunicações e definições de agenda. Fomos ajudados – e isso também servia para estabelecermos nossas conexões efetivas e networking associativo dos grupos com faculdades, associações de classes, escolas e até mesmo com clubes esportivos e restaurantes, que nos auxiliaram cedendo espaços e, muitas vezes, comunicação e alimentação para os eventos, totalmente gratuitos e abertos.
A expansão dos nossos trabalhos, numa época sem whatsapp, era garantida pela devoção e dedicação de profissionais voluntários que acumulavam, aos seus encargos profissionais e individuais, a satisfação e orgulho em trabalhar em prol da comunidade. Interessante notar que, ainda hoje, relacionamentos profissionais e comerciais iniciados ali, naqueles eventos, encontros e intermináveis “cafés”, se mantém. Originaram escolas, revendas, representações comerciais, novas associações e desenvolvimentos de carreiras e marcas em nosso mercado, numa prova e resultado do que foi o melhor de nossos trabalhos.
Além da Sucesu-MG, por interesse de outras associações, fui chamado, em conjunto com vários profissionais e associados que conosco atuaram, a integrar conselhos temporários, comissões de realização de eventos, como palestrante e, claro, dada a minha formação, como professor de cursos de curta duração. Diga-se, foi num destes relacionamentos, que quebrei minha restrição a aulas semanais, “todas as terças e quintas”, em graduação. Numa experiência feita na Fumec, então Faculdade, fui bem-sucedido e tal já vai a mais de trinta anos, sendo minha principal atividade no período profissional subsequente. Felizmente não fui o único neste percurso, colegas professores se lembram dos contatos feitos que mudaram suas carreiras para o ensino ligado à tecnologia da informação.
No desenvolvimento deste percurso, torna-se interessante notar novos pontos a adicionar de recomendações para o associativismo: ter espírito voluntário para associar e contribuir com o mercado (embora alguns dos coordenadores e cooperadores representassem suas empresas, sempre houve muita ação voluntária, por vezes às próprias expensas dos mesmos), desenvolver o relacionamento com outras associações e, de forma atenta, relacionar-se com outras entidades não diretamente do mesmo objetivo, como escolas, associações setoriais, órgãos públicos e entidades sem fins lucrativos. O associativismo ganha força desta forma.
Alguns relatos significativos: eventos que marcaram (de uma forma ou de outra)
Algo que se deve esperar nas ações associativas são extremos. Numa oportunidade, engajamento total, troca de conhecimentos, geração de sinergias, parcerias que irão mudar vidas, atividades profissionais e empresariais, evolução, quebra de barreiras. Mas nem tudo é assim tão fácil.
O espírito voluntário conta com ajudas inestimáveis. Um capitão da Polícia Militar de Minas Gerais que “forneceu o lanche” por sua própria conta, adquirindo dezenas de pães de sal, duas térmicas de café e algumas caixas leite, para um evento que contava com quase cem pessoas e palestrantes do Brasil inteiro. Entrega de projetor (um Datanav gigantesco, caríssimo, um dos primeiros a ser conectável a um computador) em endereço errado, levando-nos a acionar… novamente: a Polícia Militar. Felizmente encontrado a tempo, sem danos, sem problemas. Um palestrante que viria do Rio, para fechar o evento e… se esqueceu, depois de ter confirmado. Sim, foi esquecimento, pude confirmar. Me lembro do dia em que fui barrado de entrar em um jantar em Belo Horizonte em que eu era o palestrante do evento. O coordenador, não encontrado, não havia colocado meu nome no rol de convidados, dado o meu papel. Quando foi invocada a segurança, me retirei da porta do restaurante em que ocorreria, deixando um bilhete, sem celulares à época, dizendo que o “Jamil esteve aqui”. Dias depois, recebi uma mensagem diretiva pedindo desculpas.
Tivemos eventos nomináveis. Os Inforusos realizados nos cinemas do BH Shopping e depois, do Diamond Mall, com palestras de Amyr Klink, Hans Donner (trazendo equipamentos por conta da Rede Globo, um traslado bastante complicado), Arnaldo Jabor (fantástico, narrando suas reportagens em Brasília) e os pioneiros da Internet no Brasil (que, na verdade, não se entendiam de forma alguma, demandando muito cuidado para a realização do evento). O encontro mensal de usuários de BBS, que poderia ser definido como um evento “pré-nerds”, sempre na primeira quarta-feira do mês, iniciado tímido, com poucos debatedores e uma ou outra palestra, tornou-se um encontro mensal com quase duzentos participantes, sempre terminando em uma pizzaria, que recebeu atenção de provedores, reguladores, empresas que comercializavam cursos e equipamentos. Houve mesmo cobertura da imprensa local e nacional, merecendo até uma coluna escrita por mim, repercutida em jornais do sudeste brasileiro.
Casos pitorescos, todo o tempo. O “perguntador oficial do evento”, um engenheiro de telecomunicações que iniciava suas perguntas, ao final de cada palestra, com uma longa introdução de seus feitos para ser finalizada com uma questão óbvia, que nada tinha a ver. Um evento subestimado, com fila de mais de trezentas (isso mesmo, trezentas!!) pessoas e, no outro extremo, uma palestra de um diretor de multinacional implantando escritório no Brasil em que apenas oito (isso mesmo, oito!!) presentes estavam. Cada um merecendo o tratamento de risco devido.
As conexões, realizações, principalmente nos dias atuais, com a multiplicidade de canais e formas de representar e aproximar da comunidade, demandam acompanhamento, estrutura. A imagem institucional, exercício de liderança, penso, deve se manter neutra, mesmo em tempos de polarização em várias esferas, para propiciar os desenvolvimentos de mercado ensejados. É tarefa árdua manter os interesses equilibrados, ter as portas sempre abertas em igualdade. Caso um tema derive, demande um desmembramento de um outro mais abrangente, que se analise a criação de um canal independente, considerando a temporalidade do fato. Devemos lembrar que, como algumas marcas e interesses aqui citados, que deixaram de existir ou mesmo foram absorvidos por outros de maior impacto, atualmente há “revoluções” e “disrupções” que não duram mais de duas semanas. Portanto, a análise e o equilíbrio são essenciais na promoção do associativismo.
Uma reflexão sobre as formas de associativismo: do engajamento à permanência
Diante da rica experiência em Minas Gerais, emergem várias reflexões sobre o associativismo em tecnologia da informação, bem como para setores de base tecnológica.
Primeiramente reforçar que esse esforço de cidadania, o associativismo, é essencial, pois complementa as atuações setoriais, implementa uma dinâmica de trazer temas, assuntos e objetivos em função, eminentemente, dos associados. É uma voz adequada de aproximação de pequenas e microempresas, dos empreendedores individuais, de profissionais autônomos, dos vários perfis de profissionais que atuam na educação tecnológica – professores titulados e atuantes em escolas, instrutores técnicos orientados a marcas, profissionais que ministram cursos informais, entre outros.
Há de se mencionar, adicionalmente, que vivemos a “era dos influencers”. Embora hajam aqueles que tiram proveito de notícias incompletas, falhando eticamente, há profissionais e empresas que se notabilizam por serem referências informacionais de marcas, temas e fatos, auxiliando nas trocas de experiências e conhecimentos. Se o leitor me permite, nas boas citações, estes trabalhos poderiam ser considerados uma evolução conceitual, com elementos modernos, principalmente pós-confinamento da pandemia, dos grupos de interesse e de usuários.
Numa outra recomendação importante, advinda deste exercício que perdurou por vários anos e que ainda me orienta profissionalmente, há de se destacar que estes eventos, áreas de trabalho e estudo, as dinâmicas e formas de engajamento associativo não devem depender de pessoas. Este fato decorre em vulnerabilidade do associativismo. Quando aqueles líderes situacionais se afastam, principalmente porque deve haver a boa mudança de titulares das associações, não é cabível que iniciativas simplesmente deixem de existir. Boas iniciativas devem ser incorporadas ao dia-a-dia das associações, em um processo de evolução institucional, em uma inovação constante.
Podemos lembrar aqui que tivemos a atuação de três instituições mineiras simultaneamente: a Sucesu-MG, a Assespro-MG e a Fumsoft. A primeira, que integrei por mais tempo (atualmente sou conselheiro em segundo mandato da Assespro-MG), congregava associados individuais, microempresários, estudantes e representantes de empresas de médio e grande porte. Tivemos sempre o desafio de ajustar estatuto e seus detalhamentos, como as contribuições financeiras para a associação, dado que alguns dos representantes eram participantes que sequer se apresentavam para o associativismo, enquanto alguns dos individuais sacrificavam recursos de tempo e materiais, promovendo eventos e trabalhos que, também, se destinavam a promover sua imagem no mercado. Este mosaico sempre trouxe desafios, merecendo atenção institucional.
A Assespro-MG sempre se identificou com a representação institucional do setor, na atualidade servindo de representação de fato da tecnologia da informação mineira junto a governos municipais, do estado e da federação. É uma voz política e social absolutamente essencial, pois o exercício mercadológico e profissional em tecnologia da informação tem cores locais que podem ser aproveitadas e gerarem sinergias, devendo ser devidamente manifestadas aos agentes públicos sempre que temas como direitos, regulatórios, tributação, remunerações e segurança informacional sejam discutidos.
Em todas estas instâncias, até que ocorreu bom nível de maturidade, percebemos que as iniciativas ficaram vulnerabilizadas por serem dependentes de trabalhos e concepções individuais momentâneas. Uma mudança de residência para outro estado, de um dos titulares, enfraquecia um movimento associativo. A solução para tal fato reside, justamente, na instituição ou associação assumir para si a iniciativa, sempre valorizando o que está sendo feito individualmente, mas tratando para que se torne um esforço dentro dos planos da associação. Este é um desafio constante para os gestores das associações.
Há de se observar ainda o dinamismo de qualquer setor de base de tecnologia. Eventos, fatos e fenômenos mudam ou deixam de existir rapidamente. A própria inteligência artificial foi recebida (erroneamente) como uma substituição para tudo, está encaminhando sua assistência como recurso indispensável e de aprimoramento e, sim, promovendo mudanças e eventuais substituições em posicionamentos de baixo valor agregado, como sempre ocorre com tecnologias emergentes.
Uma breve síntese de recomendações às associações e seus interessados
Do que listamos aqui, diante das experiências relatadas, chamo a atenção para o comportamento e postura imparcial e idônea diante dos desenvolvimentos de mercado. A Associação, em seus desdobramentos, permite o incentivo e as dinâmicas de mercado, elevando a competitividade. Assim, oportunidades normalmente surgirão. A Associação deve apoiar o todo, a oportunidade real em seu nascedouro para proveito de todos, de evolução do mercado.
Os meios para o engajamento de associados mudam a toda hora. Se, no nosso percurso inicial, contávamos com fax doméstico do parceiro Cláudio Andrade Rêgo, hoje os intermináveis grupos de whatsapp e outros clientes de mensageria, juntamente com toda a profusão de mídias sociais criam o contexto adequado para comunicação e mesmo geração de eventos e aproximação. A associação tem, ao seu alcance, múltiplos canais e meios, formas variadas e oportunas de alcançar os já associados e os potenciais, entregando-lhes o valor procurado. A pesquisa constante auxiliará a desvendar qual é a forma mais adequada a determinado perfil, determinado setor.
Os apoiadores e patrocinadores devem se valer do crescimento do mercado, das impulsões e melhorias proporcionadas pela Associação em si, não buscarem controlar o associativismo para seus interesses. Esse comportamento sempre afetou de maneira negativa o associativismo e é, crescentemente, percebido pelos associados que, simplesmente, se desligam diante do viés puramente comercial e não mercadológico.
A educação tem várias maneiras e formas de se valer muito bem do associativismo, fazendo chegar a todos seus meios e projetos, divulgar suas pesquisas, cursos e programas. Além da educação formal, num ambiente caracterizado pela força inegável dos blogueiros, influencers e profissionais de mídias sociais, devemos também perceber a perspectiva da educação pontual, focada, promovida por plataformas e indivíduos, muito comum, principalmente nestes momentos de difusão da inteligência artificial e das ciências de dados.
Por último, uma associação não deve se isolar. O pensamento inter-institucional é necessário, com a definição de parcerias entre instituições, associações variadas, meio acadêmico, meio empresarial, voluntários, pequenos e médios agentes, entre outros. As portas associativas devem ser mantidas sempre abertas ao ambiente e contexto de desenvolvimento dos negócios!
Uma mensagem final – o reconhecimento
Deixo aqui meus indispensáveis agradecimentos a profissionais e agentes do mercado que nos apoiaram, como, além dos já citados, Jorge Eduardo Quintão, os irmãos Pessoa – Cláudio e Marcelo – José Henrique Santos Portugal, Fernando Santos, Edna Meneses, Cássio Rocha Azevedo, além de, com certeza, mais de uma centena de desbravadores corajosos que ajudaram a criar o mercado mineiro de tecnologia da informação. Nossa prática, experiências, dedicação e comprometimento, servem de ponto de foco para novas ações associativas, que incentivo sempre. A lista está absolutamente incompleta, peço desculpas se esqueci de vosso nome, motivo de ter, felizmente, uma invejável lista de enorme dimensão para promover o agradecimento pelas associações que integrei e integro.
A associação, ao final, ajuda a comunidade a se preparar para o que veio, realmente, para ficar, mudar e inovar no mercado, abrindo as portas do futuro.
[1] George Leal Jamil, natural de Belo Horizonte, 1959. Engenheiro Eletricista (UFMG/82), Mestre em Ciência da Computação (UFMG/99), Doutor em Ciência da Informação (UFMG/05), Pós-doutor pela Universidade do Porto (2014) e pela Universidad Politecnica de Cartagena – Espanha (2018). Consultor e professor de educação executiva, autor de trinta e oito livros, ativo no setor de empresas inovadoras e startups.

