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Da operação à estratégia: a visão da GlobalSign sobre certificados digitais

Cada nova aplicação, serviço ou integração depende de identidade, criptografia e autenticação para funcionar de forma segura

Durante muito tempo, a gestão do ciclo de vida de certificados digitais foi tratada como um assunto técnico, quase invisível, restrito às rotinas operacionais de Tecnologia da Informação (TI). Na prática, porém, ela sempre foi um ponto sensível da segurança. O que mudou nos últimos anos foi a escala.  Desde 2023, o mercado de Certificate Lifecycle Management (CLM) vem crescendo de forma consistente, saindo de uma estimativa de US$ 3,5 bilhões e avançando rumo a US$ 9,5 bilhões até 2030. Outros levantamentos indicam um ritmo ainda mais acelerado, com o mercado caminhando para ultrapassar US$ 10 bilhões até 2029, com crescimento anual próximo de 19%. Esses números refletem algo que já é perceptível no dia a dia das organizações: a confiança digital passou a ser um ativo crítico.

Essa evolução acompanha a transformação da infraestrutura de TI. Ambientes em nuvem, arquiteturas híbridas, aplicações distribuídas e a explosão de dispositivos conectados ampliaram drasticamente o uso de certificados digitais. Cada nova aplicação, serviço ou integração depende de identidade, criptografia e autenticação para funcionar de forma segura. Ainda assim, é comum encontrar empresas que continuam gerenciando certificados com planilhas, controles manuais e processos fragmentados. Um risco silencioso, mas real.

É nesse contexto que soluções mais maduras de CLM ganham relevância, como o LifeCycleX by GMO, recentemente incorporado ao portfólio da GlobalSign. O valor desse tipo de mecanismo não está apenas na automação, mas na mudança de mentalidade que ele propõe. Ao sair de um modelo reativo, baseado em apagar incêndios e lidar com certificados vencidos, as organizações passam a adotar uma abordagem preventiva, estruturada e alinhada à estratégia de segurança.

Desenvolvida para ambientes complexos, a ferramenta reúne recursos de descoberta, automação, gerenciamento e geração de relatórios em uma interface gráfica intuitiva. Sua arquitetura com possibilidade de instalação em servidores físicos ou virtualizados, inclusive em nuvem, atende a uma demanda cada vez mais frequente: manter controle sobre dados, políticas internas e requisitos de compliance sem sacrificar eficiência operacional.

Na prática, o impacto é direto no dia a dia das equipes. Centralizar o inventário de certificados, automatizar processos de emissão, de renovação, e receber alertas antes que problemas aconteçam reduz consideravelmente a dependência de tarefas manuais. Isso significa menos falhas humanas, menos interrupções inesperadas e mais previsibilidade (algo essencial em ambientes que não podem se dar ao luxo de indisponibilidade ou incidentes de segurança).

Não por acaso, essa abordagem dialoga especialmente com setores como serviços financeiros, saúde, governo, telecomunicações, energia e grandes ambientes corporativos. Esses segmentos lidam com volumes elevados de certificados, exigências rigorosas de auditoria e um nível de tolerância a riscos extremamente baixo. Para eles, a gestão do ciclo de vida de certificados já deixou de ser uma questão técnica há algum tempo, ela faz parte da estratégia de continuidade do negócio.

O impacto no mercado de CLM

A consolidação de soluções como o LifeCycleX by GMO reforça uma transformação que já está em curso: o CLM se estabelece como um dos pilares da cibersegurança moderna. Com certificados cada vez mais numerosos, prazos de validade mais curtos e um ambiente regulatório mais exigente, improvisar deixou de ser uma opção viável.

Enquanto especialista em cibersegurança, percebo que o ponto central é simples, embora muitas vezes subestimado: a confiança digital não se sustenta sozinha. Ela exige visibilidade, automação e governança contínua. À medida que o ambiente digital se torna mais distribuído e dinâmico, a forma como uma organização gerencia seus certificados passa a impactar diretamente a segurança, a disponibilidade de serviços e a própria credibilidade da marca.

Investir em soluções de CLM não é apenas uma decisão tecnológica. É uma escolha estratégica sobre como a empresa pretende operar, crescer e se proteger em um ambiente digital cada vez mais complexo.